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Autor: Marcos Matias Motta
Cirurgião Plástico do
Hospital São Lourenço
Membro Associado da SBCP
Trabalho realizado no Hospital São Lourenço
Craniectomias descompressivas são procedimentos
utilizados em situações onde a Pressão Intracraniana
(PIC) está muito elevada e não responde ao
tratamento medicamentoso. Muitas vezes o defeito
ósseo criado é bastante expressivo e a cranioplastia
é fundamental para, uma vez o paciente recuperado da
fase crítica, que se re-estabeleça a morfologia do
crânio. Nesta etapa podem ser utilizados diversos
materiais, entre eles a própria calota do paciente,
o metacrilato e a tela de titânio. Neste trabalho
são apresentados 2 casos do uso da tela de titânio
para cranioplastia após craniectomia bilateral com
grande área a ser reparada.
Craniectomias estão se tornando cada vez mais uma opção
no tratamento dos traumas de crânio, quando falham
as medicações para reduzir a PIC. Assim, com estes
procedimentos utilizados amplamente, muitas vezes
são criados defeitos ósseos de grandes dimensões.
Muitas são as técnicas para correção destes
defeitos; como a calota do paciente, seja armazenada
no tecido subcutâneo, congelada a fresco ou
utilizada a tábua externa. O metilmetacrilato também
é descrito, previamente moldado através da
prototipagem. Neste trabalho relatamos dois casos de
craniectomias descompressivas extensas (bilaterais)
onde a foi optado pelo uso da tela de titânio, com
bons resultados estéticos e ausência de complicações
além da relativa facilidade técnica do planejamento
e execução da cirurgia. A tela de titânio é
relativamente pouco utilizada em grandes defeitos
devido o seu alto custo. Entretanto se levarmos em
conta o menor índice de re-intervenções quando
comparado com o uso do osso autólogo (reabsorção,
infecções) ou o custo envolvido no processo de
prototipagem para a utilização do metacrilato, o uso
da tela pode ser uma alternativa válida.
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