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Autor: Marcos Matias Motta
Cirurgião Plástico do
Hospital São Lourenço
Membro Associado da SBCP
Trabalho realizado no Hospital São Lourenço
Hematomas subperiostais estão entre as entidades mais
infrequentes entre os quadros de sangramento
intra-orbitário. O diagnóstico se baseia no quadro
clínico associado a exames de imagem. O tratamento
em geral consiste em descompressão cirúrgica o mais
breve possível para evitar possíveis lesões do nervo
óptico. No presente trabalho relatamos um caso de
descompressão tardia com recuperação total do
déficit visual observado no pré operatório.
Dentre as lesões hemorrágicas intra-orbitárias o
hematoma subperiostal se destaca como uma das
manifestações mais raras, principalmente após
traumas leves de face e crânio. O diagnóstico é
baseado na história clínica e exame físico, sendo
complementados com a Tomografia Computadorizada. O
tratamento é realizado na maioria dos casos por
descompressão cirúrgica da órbita. Este tratamento
deve ser realizado o mais rápido possível para
evitar lesões permanentes do nervo óptico. No caso
apresentado, apesar de termos realizado uma
descompressão tardia, houve recuperação total do
déficit visual, mostrando que o nervo óptico pode se
recuperar mesmo após longo período de disfunção pela
compressão, como já descrito na literatura. A via de
acesso utilizada foi a incisão superciliar por se
tratar de uma incisão pequena, de acesso direto ao
hematoma e por não haver necessidade de reconstrução
do teto da órbita (ausência de fragmentos ósseos)
previamente demonstrada na Tomografia.
Concluímos que o hematoma subperiostal intra-orbitário
deve sempre ser incluído no diagnóstico diferencial
dos casos de proptose pós-traumática e que nos casos
onde houver queda da acuidade visual a descompressão
deve ser realizada sempre pois pode permitir a
recuperação visual mesmo quando realizada
tardiamente.
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